quarta-feira, 14 de julho de 2010

Copa 2014 – Hotelaria começa os preparativos

SITE PORTO IMAGEM

A Copa do Mundo de 2014 começou para o setor de hotelaria de Porto Alegre. Foi lançada ontem, na sede do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia, a Escola Virtual dos Meios de Hospedagem, ação do Ministério do Turismo para requalificar funcionários de hotéis nas 12 cidades-sede da Copa. Foi realizada aula inaugural aos 300 alunos da primeira turma do curso voltado a mensageiros, porteiros, recepcionistas, gerentes e governanças.

A escola, que integra o programa Bem Receber Copa 2014, do Ministério do Turismo, tem o objetivo de preparar e qualificar os profissionais que atuam em hotéis, pousadas, resorts e demais meios de hospedagem por meio da escola e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis. A meta é atender 4.115 profissionais até o final de 2010 e mais 14.885 até 2012, levando aperfeiçoamento a 19 mil profissionais de linha de frente e gerência média dos meios de hospedagem nas 12 cidades-sede e em 65 destinos turísticos.

A coordenadora da EVMH, Janaina Baggio, afirmou que a procura por bolsas gratuitas foi grande. “Temos cem pessoas inscritas para o segundo curso, no início de 2011″, afirmou. Segundo ela, em Porto Alegre devem ser beneficiados 3,5 mil profissionais da rede de hospedagem da Capital e da Região das Hortênsias até 2013. Os cursos, preparados pela Fundação Getúlio Vargas, têm 200 horas-aula de educação à distância e oficinas presenciais. Os participantes receberão certificação, e os hotéis, o selo “Bem Receber Copa 2014″.

A certificação será concedida a quem qualificar 80% da sua equipe. Participam da primeira edição do curso na Capital funcionários da rede Plaza, do Hotel Deville, Eko Residence, Embaixador, Blue Tree Millenium, Quallity, Intercity, Union Hotéis e Master Hotéis, entre outros

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mostra faz retrospectiva de Nelson Jungbluth na Capital

Em 1954, Nelson Jungbluth criou sua obra que mais viajou o mundo: a rosa-dos-ventos, símbolo da Varig. A experiência como ilustrador de certa forma marcou suas pinturas, de contornos definidos e majoritariamente figurativas. Certa vez, em entrevista a Joaquim da Fonseca, declarou que nunca havia se preocupado em ser “especificamente um artista ou um publicitário”: - O que sempre fluiu na minha vida foi o fazer, realizar, executar. Simplesmente ia fazendo o que estava sentindo - disse.

A exposição Nelson Jungbluth - A Trajetória, que será aberta para convidados nesta quinta-feira (15/7), às 20h, no Espaço Cultural Guaibacar, na Capital, faz uma retrospectiva sucinta (são 17 trabalhos), mas representativa deste artista dos sentimentos, ao trazer as principais vertentes de sua produção.

A galerista Vera de Nonohay Schneider, que concebeu a mostra, destaca a série de pinturas de temática regional. A influência de Klimt, um dos artistas que Jungbluth mais admirava, aparece nas pinturas de mulheres, em que o erotismo é modulado pela quase fusão entre forma e fundo. Já as folhagens de séries como Híbridas e Mutantes representam, segundo Vera, o que há de mais “contemporâneo” na obra do artista.

- Ele foi um ilustrador que se tornou pintor. Sua linguagem fácil agrada ao grande público - afirma.

A mostra estará aberta para visitação de 16 a 31 de julho, de segundas a sextas, das 8h às 19h, e sábados e domingos, das 9h às 18h. O Espaço Guaibacar fica na Avenida Sertório, 2.499 (fone (51) 3027-2000).


Fonte: Zero Hora (Segundo Caderno)

Duas décadas de coleta seletiva -

A separação de resíduos completa 20 anos na Capital, com o recolhimento de cem toneladas de lixo seco a cada dia.

Em 7 de julho de 1990, um caminhão do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) cruzava ruas do Bom Fim recolhendo, pela primeira vez, apenas resíduos secos. Ao som de uma sineta, sacos com vidros, metais, plásticos e papéis eram retirados da frente das residências de cerca de 35 mil moradores. Tratava-se do início da coleta seletiva que, em 1992, cobriria toda a cidade.Ao completar 20 anos, o serviço chega a todos os bairros, duas vezes por semana, e torna termos como separação, lixo seco e orgânico parte cotidiano.– Quando a implementamos, a coleta já era feita em bairros de Niterói (RJ) e Florianópolis (SC).

Na época, a Europa apontava esse como sendo o caminho para a diminuição do material que era levado para os lixões – explica Darci Campani, diretor do DMLU durante a implementação da coleta.O encaminhamento do lixo limpo a galpões de separação representou ganhos econômicos e sociais. De acordo com Léo Voigt, diretor-executivo do Instituto Vonpar – focado no desenvolvimento econômico de pessoas de baixa renda –, a separação gera mais recursos e melhores condições de trabalho:– Qualificar o sistema de coleta é como dar remédio direto na veia.

Colocar dinheiro no bolso dessas pessoas é fundamental.Jairo Armando, diretor da Divisão de Projetos Sociais, Reaproveitamento e Reciclagem do DMLU, explica que as cem toneladas recolhidas hoje são encaminhadas para 16 unidades de triagem (UTs), onde são acondicionadas, prensadas e armazenadas por cerca de 700 pessoas. De lá, o material é vendido a indústrias recicladoras. Para o ex-diretor Darci Campani, ainda é preciso investir em conscientização:– Cerca de 60% da população já aderiu à coleta seletiva. O problema é como conquistar esses 40% restantes.

Fonte: Zero Hora ( ZH Bairros -Capital)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Primeiro Banco Público de Cordão Umbilical será inaugurado no final do mês

O Rio Grande do Sul terá o primeiro Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Bscup) público, que funcionará no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A nova unidade será inaugurada no final do mês, com a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. O Sangue do cordão umbilical, rico em células-tronco, é utilizado em tratamento de doenças de sangue, como leucemias e anemias, porque tem a capacidade de regenerar a medula óssea – responsável pela produção das substâncias do sangue.

O anúncio foi festejado nesta segunda-feira (12) pelo deputado federal Beto Albuquerque (PSB), um dos principais defensores da ampliação, no país, da rede BrasilCord, que reúne bancos públicos de armazenamento de sangue de cordão umbilical e placentário.

A unidade no Estado é a décima das 13 que estão sendo espalhadas pelo país. A ampliação da rede tem o principal objetivo de aumentar as chances de realização de transplantes de medula óssea. O investimento médio no banco de sangue de Porto Alegre foi de R$ 3,5 milhões e a nova unidade terá capacidade para até 3 mil bolsas de sangue de cordão. No total, o Governo Federal está investindo R$ 31,5 milhões, através de convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo Albuquerque, com a expansão da rede, várias regiões do país que tinham pouca participação em termos de doação voluntária, nas quais não há centros de transplante de medula, serão abrangidas. Por outro lado, os estados com participação irão reforçar sua vocação de transplantes. ‘Essa é uma conquista importante de todos que lutam em favor da vida nos casos de leucemia. Se tivéssemos um banco público de cordão umbilical há mais tempo, muitas vidas teriam sido salvas e muitos casos teriam sido resolvidos com mais rapidez’, afirmou.

Autor da Lei Pietro (11.930/2009), que criou a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, de 14 a 21 de dezembro, Beto perdeu um filho em fevereiro de 2009, vítima de leucemia, após 14 meses de luta. ‘Travamos ao longo desses meses uma luta incansável. Eu sou apenas um exemplo; a cada ano 10 mil novas pessoas manifestam a doença no país. Só no Rio Grande do Sul são mais de 800 pessoas a cada ano, sendo que 40% são jovens entre 16 e 19 anos’, alerta.

sábado, 10 de julho de 2010

Duas emendas de Beto à LDO 2011 são aprovadas pela Câmara

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011 foi aprovado na quinta-feira (08) pelo Congresso Nacional com duas emendas propostas pelo deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS).

A primeira delas prevê a obra de construção da nova ponte sobre o Rio Guaíba, no Rio Grande do Sul, na BR 116, como alternativa à Travessia Getúlio Vargas. Em sua justificativa, o deputado Beto Albuquerque afirma que a proposta é de uma obra que já consta no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), como uma das obras prioritárias do governo federal.

Inaugurada em 1958, a ponte se transformou num dos principais gargalos do Estado, por onde o fluxo de veículos aumentou ano a ano. Os motivos foram o aumento do fluxo de carros nas BRs 116 e 290, de navios pelas águas do Guaíba e, ainda, a ampliação da Refinaria Alberto Pasqualini. “Isso tudo era previsível. Mas agora tem ainda o agravante do Pólo Naval de Rio Grande, que amplia ainda mais o uso da ponte, que já tem 52 anos de vida”, explica o parlamentar.

A segunda emenda à LDO de Albuquerque aprovada prevê a ampliação da Ferrovia Norte-Sul com a construção da segunda etapa (trecho EF-151) ligando as cidades de Panorama (SP) a Rio Grande (RS).

Na justificativa da emenda, Albuquerque lembra que atualmente a Ferrovia Norte-Sul apresenta 2.760 quilômetros de extensão, tendo início na cidade de Belém, capital do Pará, passando pelos Estados do Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Nos termos da Lei nº 11.772, de 17 de setembro de 2008, EF-151 tornou-se uma linha ferroviária que possibilita a integração de diversos trechos existentes e projetados em bitola larga, representando uma nova logística do setor ferroviário nacional. Além disso, existem boas perspectivas para o andamento das obras, especialmente em decorrência do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

O prolongamento da ferrovia em questão possibilitará a construção de um grande eixo ferroviário que cruza o País de norte a sul. “A falta de uma ferrovia interligando o Porto de Rio Grande à rede nacional mantém o Rio Grande do Sul isolado do resto do País por essa modalidade de transportes e acarreta prejuízos de vulto ao escoamento da produção”, argumenta.

Autor destas duas emendas, o deputado Beto Albuquerque lembra que sem essa previsão não há recursos do Orçamento.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mostra fotográfica sobre tribos indígenas inaugura Espaço de Arte da Casa dos Bancários

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O Espaço de Arte da Casa dos Bancários será oficialmente inaugurado nesta quinta, dia 15, a partir das 18h30, com a série “Tribos Indígenas do Alto Xingu e do Pará”, da fotógrafa Sandra Genro. A exposição documenta dois momentos ímpares: O Quarup, ritual de homenagem aos mortos, e a trajetória de um grupo da Funai à aldeia de índios da etnia Zo’É, atualmente isolados ao máximo do contato com estranhos.

O Quarup é um rito das tribos do alto Xingú que seria originado por outro, mais antigo, que buscaria trazer os mortos à vida. Hoje, é realizado para homenagear algum falecido ilustre, elevando-o ao mesmo nível dos seus primeiros ancestrais.

O segundo momento trás o percurso da equipe da Funai pela floresta do noroeste do Pará, entre os rios Cuminapanema, Urucuriana e Erepecurú, até chegar à aldeia dos Zo"É. Os povos da etnia foram quase extintos nos anos 80, após serem contatados por missionários. Junto com sua catequese, levaram vírus que provocaram a morte de centenas de índios.

A Funai afastou os invasores do local e isolou a tribo, impedindo o contato com não-índios estranhos à Fundação. Recuperados, os 245 Zo’És vivem hoje na região, divididos em onze aldeias, com sua saúde física e cultural recuperada e isolados.

As fotos da série fazem parte de um acervo de mais de 5000 fotografias realizadas por Sandra, cuja lente e o foco buscam imortalizar e mostrar a cultura indígena. A mostra fica no Espaço de Arte até o dia 15 de agosto, e a visitação ocorre de terças a sextas, das 9h às 20h, com entrada franca.

Coquetel de abertura: 15 de julho (Quinta-feira) às 18h30
Visitação: de16 de julho a 15 de agosto, de terças a sextas, das 9h às20h.
Espaço de Arte Casa dos Bancários

terça-feira, 6 de julho de 2010

Dilma inicia campanha eleitoral no Estado

No primeiro dia oficial de campanha eleitoral no Estado, na terça-feira (6), cerca de 5 mil pessoas participaram dos lançamentos das campanhas de Dilma à presidência da República e de Tarso para o governo do Estado, na esquina democrática, no Centro de Porto Alegre.

Candidato à reeleição, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) participou do ato, juntamente com o candidato a vice-governador, Beto Grill (PSB), e representantes dos demais partidos que compõem a Unidade Popular Pelo Rio Grande (PC do B, PR e PPL).

Beto Albuquerque empolgou os milhares de militantes presentes ao abrir os discursos do grande ato político que foi seguido de caminhada até o Mercado Público da Capital. “É com muito orgulho que o Partido Socialista Brasileiro ofereceu à candidatura do Tarso, o vice-governador Beto Grill. É bom estar aqui com o PT, PCdoB, com o PR, o PPL e os militantes do PSB na luta com Dilma Presidente, Tarso Governador, Paim e Abigail para o Senado. Pro Rio Grande ser melhor, pro Rio Grande ser maior e pro Brasil continuar crescendo, Dilma e Tarso”, defendeu Albuquerque.

Cercada por antigos companheiros, Dilma ressaltou a importância do Rio Grande do Sul na sua formação política. “É um grande momento, porque eu sei a importância da experiência que eu tive aqui. Eu nasci em Minas, mas, quando me perguntam, digo que eu sou uma mistura do centro com o sul do Brasil”, definiu.