sexta-feira, 23 de abril de 2010

Beira-Rio poderá ser o primeiro estádio brasileiro a sediar a Copa do Mundo com energia solar

O presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), Mauro Passos, acompanhado do deputado federal Beto Albuquerque (PSB), apresentou ao presidente do Internacional, Vitorio Piffero, um projeto de energia solar para ser implantado no Estádio Beira-Rio, que será sede da Copa do Mundo em 2014. O encontro aconteceu na tarde desta sexta-feira (23) na sede do Sport Club Internacional.

O projeto, segundo Passos, é uma opção sustentável para a Copa 2014 no Brasil, que propõe a instalação de painéis solares na cobertura do estádio “O apelo de marketing que a utilização de uma fonte alternativa, renovável, limpa e abundante como o sol, no Brasil, nos estádios durante a Copa do Mundo, será um fator de peso para que a energia solar seja vista como uma aliada ao aumento da geração e distribuição de energia limpa no país”. Para Albuquerque, trata-se de “um projeto moderno, com geração de energia solar, em um momento em que o mundo busca novas alternativas para reduzir o consumo de energia elétrica”, disse.

No encontro, Piffero disse ser favorável a proposta desde que não haja mudança na estrutura da cobertura do estádio que será reformado para a Copa, nem custo ao Clube. Já o presidente do Ideal afirmou que existem empresas interessadas em abraçar o projeto e que o Instituto irá buscar essas parcerias.

Também participaram do encontro o vice-presidente de Patrimônio do clube, Emídio Ferreira, e o vice-presidente de Administração, Décio Hartmann.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pesquisa liga crack a 72,5% dos moradores de rua de Porto Alegre

COLUNA CRACK NEM PENSAR DO JORNAL ZERO HORA

Drogas pesadas, sexo sem camisinha e assaltos estão incorporados ao dia a dia dos jovens e adolescentes que perambulam pelas ruas das grandes cidades gaúchas. Muito mais até do que se supõe no pior pesadelo.

Pesquisa realizada ao longo de dois anos com 204 jovens que passam a maior parte do tempo nas avenidas de Porto Alegre e 103 nas de Rio Grande mostra que praticamente todos já consumiram bebida alcoólica. Na Capital, 72% provaram crack e 39% fazem uso diário ou quase diário (mais de 20 dias) da droga.

A pesquisa foi coordenada pelo doutor em psicologia Lucas Neiva-Silva, com participação da ONG Centro de Estudos de DST-Aids do Rio Grande do Sul e do Centro de Estudos Psicológicos de Meninos e Meninas em Situação de Rua vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e à Universidade Federal do Rio Grande (Furg). O estudo tem apoio do Ministério da Saúde.

Os dados foram revelados ontem, em palestra de Neiva-Silva em seminário do Fórum Metropolitano de Situação de Rua, integrado por representantes de prefeituras da Grande Porto Alegre. A pesquisa foi baseada em entrevistas feitas com adolescentes de rua entre 20 de dezembro de 2007 e 31 de dezembro de 2009. A média dos entrevistados é de 17 anos em Porto Alegre e 14 anos em Rio Grande. Mais de 80% dos pesquisados são do sexo masculino.

Com drogas, mais assaltos e promiscuidade nas relações
As revelações que surgem do questionário são mais alarmantes que o esperado, admite o coordenador da pesquisa. As piores estão relacionadas ao crack. Dos porto-alegrenses entrevistados e que usaram crack, 58,8% se tornaram usuários diários. Só 29,8% conseguiram interromper o hábito, mesmo que temporariamente.

O uso de drogas agravou a situação de adolescentes que já costumam estar em risco. Dos porto-alegrenses entrevistados, 43,6% admitiram ter assaltado após consumir drogas E 39% tiveram relação sexual sem camisinha. Ainda em Porto Alegre, 27% fizeram sexo por dinheiro – e, desses, 89,1% usaram crack.

Família faz a diferença
Além do crack, há problemas relacionados a outras drogas. Dos moradores de rua entrevistados, admitiram ter experimentado maconha 80,9% dos que circulam por Porto Alegre e 37,9% dos que vivem em Rio Grande. O consumo diário de cigarros foi admitido por 70,6% dos porto-alegrenses. Entre os riograndinos, 94,2% disseram ter consumido álcool.

Chama a atenção que problemas relacionados à droga ou ao descuido nos atos sexuais são muito maiores nos adolescentes pesquisados na Capital do que nos de Rio Grande. Em Porto Alegre, apenas 27,1% moram com a família – embora passem o dia nas ruas – 97,1% dos entrevistados em Rio Grande.

– Convívio com a família faz a diferença. Para melhor – diz Neiva-Silva, coordenador da pesquisa.
"Não dê esmolas, dê camisinhas"

Tapar o olho não adianta, apontam os envolvidos no estudo sobre meninos e meninas em situação de rua. Pregações moralistas, apenas, também não. Então é necessário distribuir preservativos para os adolescentes em risco, já que relações sexuais eles têm igual.

“E, de preferência, com pouca burocracia”, sustenta o estudo. É comum os adolescentes relatarem que não buscam preservativos em centros de saúde porque têm de preencher formulários – grande parte não sabe escrever adequadamente – ou apresentar documentos (que muitos simplesmente não têm). Com relação à população, é sugerida uma campanha com o slogan “Não dê esmola, dê camisinha!”


Por Humberto Trezzi

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Beto detalha Lei 12.213 em reunião do Conselho Estadual do Idoso

Ao serem deduzidas do imposto de renda devido por pessoas físicas e jurídicas, em 1% ou 6% do valor, as doações de recursos aos fundos municipais, estaduais e nacional do idoso poderão sigfnificar um crescimento significativo da capacidade de ações de instituições voltadas a este fim. A avaliação foi feita na manhã desta segunda-feira (12) durante encontro realizado pelo Conselho Estadual do Idoso no plenarinho da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.

Dezenas de representantes de conselhos ouviram atentamente às explicações do deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS), autor da Lei Nº 12.213/2010, que institui o Fundo Nacional do Idoso. Sancionada em 20 de janeiro deste ano pelo presidente Lula, a lei entra em vigor em janeiro do próximo ano depois de cinco anos de luta por sua aprovação. “Infelizmente neste país as coisas boas demoram mais do que as ruins para serem concretizadas”, lamentou o deputado.

Beto afirmou que 2010 será importante por ser o ano em que será discutida a regulamentação da lei e organização dos conselhos para que a partir de janeiro as doações possam começar a ser recebidas dentro da nova norma. “Para receber a doação de recursos as instituições devem estar habilitadas e bem avaliadas pelos conselhos. Tudo deve ser feito dentro da maior transparência”, disse Beto lembrando tratar-se de recursos públicos.

O autor da lei que criou o Fundo Nacional do Idoso afirmou ainda se tratar de uma grandiosa ferramenta colocada nas mãos das instituições que cuidam dos idodos de nosso país. “Fizemos a lei, o texto foi sancionado e tem prazo para entrar em vigor. Nosso papel agora, como deputado federal, será o de manter uma boa relação com a Receita Federal para que a lei seja regulamentada e amplamente conhecida pela população”, disse.

O parlamentar alertou os conselhos para que se organizem o mais rápiudo possível afim de garantir esses recursos. Beto lembrou que sem dedução do imposto felizmentre já há muita gente doando, com a possibilidadede dedução o parlamentar está certo de que as doações aumenrarão muito mais.

Beto, que esclareceu todas as dúvidas dos participantes do encontro, coordenado pela presidente do Conselho Estadual do Idoso, Eliane Blessmann, destacou que instituições que trabalham para amenizar o sofrimento de idosos que ñão têm familiares para lhes dar um abraço ou um carinho merecem todo o apoio da sociedade.

Participaram do encontro representantes dos conselhos municipais e estadual, além de instituições de apoio a idosos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Beto destina R$ 100 mil para modernização do Hospital Parque Belém

Antigo parceiro do Hospital Parque Belém (HPB) de Porto Alegre, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) destinou R$ 100 mil a instituição, por meio de emenda individual ao Orçamento Geral da União (OGU/2010). Com este valor, chega a R$ 800 mil o total de recursos liberados pelo parlamentar gaúcho ao Hospital desde 2006. O anúncio foi feito pelo assessor do deputado, Lauro Roberto Hagemann, na manhã desta segunda-feira (5), durante visita ao HPB. Também participou do ato o vereador Airto Ferronato (PSB).

Em janeiro, Beto foi homenageado durante evento comemorativo aos 76 anos da Instituição. Na ocasião, com anfiteatro do Hospital lotado, o presidente da Casa, José Bonifácio Glass, relembrou que a parceria com o deputado teve início em 2006, com o repasse de recursos que possibilitaram a recuperação da fachada do Hospital. “De lá para cá o deputado Beto Albuquerque tem sido um grande amigo e as melhorias e aquisição de equipamentos modernos do bloco cirúrgico também são frutos de recursos do dele”.

Entidade filantrópica de utilidade pública, a instituição, que já foi um centro de cardiologia da Capital, agora luta para tornar-se ponto socorro da zona Sul.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Beto palestra em reunião do Conselho Municipal do Idoso

Com o Plenarinho da Assembléia Legislativa do RS lotado por membros do Conselho Municipal do Idoso de Porto Alegre, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) falou, nesta segunda-feira (22), sobre a Lei 12.213/2010, de sua autoria, que criou o Fundo Nacional do Idoso. Também participou do evento o vereador Airto Ferronato (PSB) autor do Projeto de Lei Complementar 026/2009, que cria o Fundo Municipal do Idoso.

No evento, que faz parte da programação alusiva aos 10 anos do Conselho, Beto explicou que, com a nova lei, a partir de janeiro de 2011, as pessoas físicas e jurídicas poderão deduzir, até o limite máximo de 1% do imposto de renda devido, as contribuições que fizerem ao novo Fundo Nacional do Idoso.

O objetivo é financiar programas e ações para assegurar os direitos sociais desta parcela da população brasileira. “Agora, teremos meios para arrecadar recursos para os idosos”, disse ao destacar o parlamentar destacando que foram cinco anos de luta para aprovar o projeto.

O Fundo Nacional do Idoso será constituído por recursos destinados ao Fundo Nacional de Assistência Social, contribuições a fundos controlados pelos conselhos do idoso, recursos do Orçamento da União, contribuições e resultados de aplicações de governos e organismos estrangeiros e internacionais e resultados de aplicações no mercado financeiro. Por este caminho poderão ser financiados programas de inclusão social, de cultura, de proteção, tudo dentro de um sistema organizado, com controle de qualidade a cargo dos conselhos nacional, estaduais e municipais dos direitos do idoso.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Porto Alegre é exemplo de reciclagem

SITE INFOSUR HOY

PORTO ALEGRE, Brasil – Única capital do Brasil com 100% de cobertura de coleta seletiva de lixo, Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, transformou-se em inspiração para municípios de todo o país e de nações vizinhas, que pretendem levar a experiência para suas comunidades. Implementada no início da década de 1990, a iniciativa ajuda o meio ambiente – retirando dos aterros sanitários 100 toneladas por dia de materiais de difícil decomposição – e ainda garante o sustento de 700 famílias dos chamados catadores.

Esses trabalhadores recolhem e separam materiais recicláveis e recebem em média, R$ 765,00 por mês. Ao todo, a cidade tem 16 galpões de triagem. Outros dois devem ser inaugurados ainda este ano. O material é recolhido duas vezes por semana por 26 caminhões do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).

“É um índice alto se comparado a outras localidades, mas que pode aumentar ainda muito mais”, diz Santos.

Para estimular a coleta seletiva, foram tomadas diversas medidas, mas uma iniciativa é permanente ao longo dessas duas décadas: as campanhas de esclarecimento sobre a importância de separar os resíduos domésticos. Muitas pessoas não sabem, por exemplo, que das 1.000 a 1.200 toneladas de lixo geradas por dia em Porto Alegre, 30% têm valor comercial imediato, como papéis, latas, metais, plásticos, vidros e garrafas plásticas tipo PET.

Depois de separados nos galpões, esses materiais são prensados e vendidos para a indústria. As latinhas de refrigerante, por exemplo, tem um ciclo muito curto no mercado: levam apenas 40 dias entre serem descartadas e reaproveitadas para voltar às prateleiras dos supermercados. Esse curto ciclo de transformação tem motivo: o alto valor comercial do alumínio, cuja tonelada prensada limpa chega à média de R$ 2 mil. As valiosas latinhas fizeram do Brasil o maior reciclador mundial deste material – 94,4% do total descartado é transformado para voltar ao mercado.

“O valor pago pela matéria-prima é a grande alavanca no caso do alumínio”, alerta Ana Maria Luz, presidente do Instituto GEA - Ética e Meio Ambiente, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que busca desenvolver a cidadania e a educação ambiental. “Por isso, a busca pelas latinhas independe da população ou de programas de reciclagem. Trata-se de pessoas na linha da miséria tentando sobreviver.”

O Instituto GEA, que assessora a implementação de programas de coleta seletiva de lixo e reciclagem em todo o Brasil, alerta para a falta de um sistema que trate o recolhimento dos resíduos recicláveis com a regularidade da coleta comum.

“Nesses dez anos de experiência do GEA temos verificado um grande aumento do interesse das pessoas em separar, da sensação de responsabilidade quanto to ao lixo que estão gerando”, enfatiza Ana Maria. Mesmo assim, segundo a presidente do GEA, as pessoas não separam porque não sabem para onde destinar o material coletado quando os municípios não dispõem de serviços de coleta seletiva.

Mais informações sobre reciclagem
GEA - http://www.institutogea.org.br/

Porto Alegre DMLU – www2.portoalegre.rs.gov.br/dmlu/

Números de reciclagem no Brasil

Aço
O Brasil produziu 33,8 milhões de toneladas de aço bruto em 2008. Aproximadamente 10,2 milhões de toneladas de sucatas foram utilizadas para a produção de aço novo, o equivalente a 30,1% do aço produzido no Brasil. O aço é o material mais reciclado no mundo – em 2008 foram recicladas cerca de 385 milhões de toneladas no planeta.

Embalagens longa vida
Em 2008, o Brasil reciclou 26,6% dessas embalagens, o equivalente a 52 milhões de toneladas. O país é líder nas Américas e fica acima da média mundial, que é de 18%.

Vidro
O país produziu 1 milhão de toneladas de embalagens de vidro, dos quais 47% retornam para seres reaproveitadas.

Papel de escritório
Do total de papel que circulou pelo Brasil em 2008, a taxa de recuperação foi de 43,7%.

Fonte: Compromisso Empresarial para a Reciclagem, (Cempre)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Beto fala sobre doação de medula óssea aos funcionários da CEEE

Autor da Lei Pietro (11.930/2009), que criou a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, de 14 a 21 de dezembro, o deputado Beto Albuquerque (PSB/RS) falou sobre o tema nesta quinta-feira aos funcionários da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), em Porto Alegre.

Com a presença do presidente da CEEE, Sérgio Camps, direção e funcionário, Albuquerque deu um testemunho a respeito da luta de 14 meses travada contra a leucemia sofrida pelo filho Pietro, falecido em fevereiro do ano passado e explicou a simplicidade dos procedimentos necessários para que candidatos a doadores passem a integrar o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Se tivesse vencido a doença, hoje Pietro estaria completando 21 anos.

“Infelizmente não vou poder comemora o aniversário do meu filho, pois não conseguimos encontrar um doador compatível. Por isso, hoje estou aqui para estimular as pessoas a se cadastrarem, a serem doadoras. Onde quer que esteja, Pietro deve estar feliz com o presente que está recebendo de vocês”.

Emocionado, Beto parabenizou a mobilização da CEEE. “A Companhia e cada um de vocês estão dando um exemplo de como muitas empresas podem fazer pra conquistar doadores”, disse. Durante o dia, a unidade móvel do Hemocentro do Rio Grande do Sul (Hemorgs) realizou a coleta de sangue e o cadastro de mais 400 possíveis doadores de medula óssea.